Vandrei Nappo - Advogado

Blog

Aumento do Teto do INSS: O que muda para quem está perto de se aposentar?

Você sabia que o teto do INSS será reajustado em 2025?

Essa mudança afeta diretamente o cálculo dos benefícios previdenciários, especialmente para quem está prestes a se aposentar e contribui para o INSS com base nos valores mais altos.

Pensando nisso, preparei este artigo.

Aqui, vou explicar como o aumento do teto do INSS pode afetar a sua aposentadoria, qual deve ser a sua estratégia de contribuição e por que contar com o apoio de um advogado previdenciário pode fazer toda a diferença.

Confira um pouquinho do que você vai encontrar:

  1. O que é o Teto do INSS?

  2. Qual será o valor do Teto do INSS em 2025?

  3. Aumento do Teto do INSS: O que muda para quem está perto de se aposentar.

  4. Qual deve ser a contribuição para receber o Teto em 2025?

  5. Como um advogado previdenciário poderá te ajudar?

Para quem está perto de se aposentar, entender o que é o teto, como ele funciona e qual será o seu valor em 2025 é essencial para garantir o máximo benefício possível.

Então, vamos nessa?


  1. O que é o Teto do INSS?

Primeiramente, é preciso entender direitinho o que é o Teto do INSS.

O teto do INSS é o valor máximo que uma pessoa pode contribuir para a Previdência Social.

Além disso, ele também é o limite para o cálculo dos benefícios do INSS, como

  • Aposentadorias

  • Pensões

  • Auxílios

É uma espécie de "limite" estabelecido pelo governo para controlar os valores pagos aos segurados.

Mesmo que você tenha contribuído com base em um salário muito alto durante toda a sua vida, o INSS só pagará benefícios até o valor do teto.

O Teto do INSS é o valor máximo sobre o qual você pode contribuir ao INSS, ou seja, é o limite de salário de contribuição para o cálculo dos benefícios previdenciários, como a aposentadoria.

O valor do Teto do INSS é um dos elementos principais para definir a média dos salários de contribuição e, portanto, o valor da aposentadoria que o segurado receberá no futuro.

Em 2024, por exemplo, o teto do INSS foi fixado em R$7.786,02.

Isso significa que, mesmo que um trabalhador tenha um salário superior a esse valor, sua contribuição será limitada a esse teto.

No entanto, o valor do teto do INSS é reajustado anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação acumulada do ano anterior.

Continue me acompanhando no próximo tópico.


  1. Qual será o valor do Teto do INSS em 2025?

Em 2025, o teto do INSS passará por um reajuste, como acontece anualmente, com base na inflação do ano anterior.

Esse reajuste é feito para manter o poder de compra dos beneficiários.

Vamos entender como isso funciona?

Passo a Passo do Reajuste

  1. Cálculo do INPC Anual: O IBGE divulga o índice acumulado de janeiro a dezembro

  2. Aplicação do Reajuste: O percentual do INPC é aplicado sobre o valor do teto vigente no ano anterior

  3. Definição Oficial: O novo teto é anunciado pelo Governo Federal, geralmente em janeiro, junto com o reajuste do salário-mínimo

 

 

1. Cálculo do INPC ANUAL

O reajuste do teto do INSS é feito com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que é um indicador utilizado para medir a variação de preços de bens e serviços consumidos pelas famílias com rendimento mais baixo.

O INPC é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e reflete a inflação que impacta os produtos e serviços que mais afetam a vida do trabalhador brasileiro.

O INPC mede a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços básicos, como: Alimentação

  • Transporte

  • Saúde

  • Educação

  • Vestuário

Se os preços dessas mercadorias sobem, o INPC também sobe, o que significa que a economia está passando por uma inflação mais alta.

E, como consequência, o teto do INSS será reajustado de acordo com essa inflação.

2. Aplicação do reajuste

O reajuste do teto do INSS é calculado pela variação do INPC acumulada no ano anterior.

Em outras palavras, o governo vai considerar quanto a inflação aumentou no ano anterior para definir o valor do teto do INSS no ano seguinte.

Por exemplo, se em 2024 a inflação medida pelo INPC for de 6%, o teto de 2025 será reajustado em 6% em relação ao teto de 2024.

Isso significa que o teto passaria para um valor aproximado de R$7.957,94, considerando essa variação de 6%.

Esse ajuste tem como objetivo garantir que os valores das contribuições e dos benefícios do INSS não percam poder de compra ao longo do tempo devido à inflação.

3. Definição oficial

Com base nos índices de inflação previstos, o Governo anuncia o novo teto do INSS.

Em 2025 esse valor pode ser ajustado para um valor próximo de R$8.000,00 mas isso dependerá do INPC acumulado em 2024.


  1. Aumento do Teto do INSS: O que muda para quem está perto de se aposentar.

Se você está próximo da aposentadoria, o aumento do teto pode afetar diretamente o valor do benefício que você receberá.

Aqui estão os principais pontos:

1. Cálculo da aposentadoria

O reajuste no teto, que é o valor máximo sobre o qual as contribuições são feitas, pode alterar o valor do benefício que você receberá.

Vou explicar direitinho.

O cálculo da aposentadoria no INSS leva em consideração a média das contribuições feitas durante o período de trabalho.

Como funciona o cálculo da aposentadoria

A fórmula para calcular o valor do benefício leva em conta a média das maiores contribuições, desde julho de 1994 (data de implementação do Plano Real) até o momento da aposentadoria.

Aqui está o ponto chave: se você atingiu o teto do INSS durante as contribuições, o seu benefício será mais próximo do teto do que de um valor menor.

Portanto, o aumento do teto de 2025 pode ser vantajoso para quem tem contribuições mais altas.

Por exemplo, se durante a sua carreira você contribuiu ao longo dos anos com valores próximos ou iguais ao teto do INSS, isso pode resultar em uma aposentadoria de valor mais alto.

Agora, se você já contribuiu com o teto, o reajuste no valor do teto de 2025 poderá significar que a sua aposentadoria será recalculada, oferecendo um benefício mais vantajoso.

Como esse aumento impacta quem está perto de aposentar

  • Reajuste do valor final do benefício: Se você contribuiu com o valor máximo ao longo da sua carreira, o aumento do teto vai impactar diretamente o valor que será considerado para o cálculo da sua aposentadoria

  • Aposentadoria mais vantajosa: O aumento do teto pode resultar em um valor mais alto de aposentadoria, caso você tenha feito contribuições de valor elevado, como ocorre com profissionais autônomos, empresários ou quem contribui como facultativo. O valor final do benefício será ajustado conforme o novo teto

  • Ajuste das contribuições: Se você ainda está contribuindo para o INSS e está perto de se aposentar, pode ser interessante aumentar o valor da contribuição para o teto, aproveitando o reajuste de 2025 e garantindo que o seu benefício de aposentadoria seja o maior possível

2. Novas faixas de contribuição

As faixas de contribuição também são ajustadas anualmente, acompanhando o aumento do teto do INSS.

Essas faixas determinam quanto o trabalhador paga de acordo com o seu salário de contribuição, e quanto ele receberá de benefício ao se aposentar.

Em 2025, com o aumento do teto, as novas faixas de contribuição serão reajustadas para que o trabalhador continue pagando de forma proporcional ao seu salário.

As faixas variam de acordo com o valor de contribuição e são divididas em percentuais que vão de 8% a 11%, dependendo da faixa salarial.

As faixas são as seguintes:

Salário de contribuição até R$1.412,00: Alíquota de 7,5%.

Salário de contribuição de R$1.412,00 a R$2.666,68: Alíquota de 9%.

Salário de contribuição de R$2.666,69 a R$4.000,03: Alíquota de 12%

Salário de contribuição acima de R$4.000,04 a R$7.786,02:Alíquota de 14%

Como o aumento do Teto do INSS e as novas faixas de contribuição afetam quem está perto de se aposentar

Para quem está perto de se aposentar, o aumento do teto e o ajuste nas faixas de contribuição têm um impacto direto no valor da aposentadoria e na estratégia de contribuição.

Veja como isso pode influenciar o seu planejamento:

  • Reajuste do valor da aposentadoria: Se você está no topo de suas contribuições, ou seja, contribuindo com o teto, o aumento do teto em 2025 pode resultar em um valor mais alto na sua aposentadoria. Afinal, com a elevação do teto, a sua contribuição será reajustada, o que aumentará a média salarial utilizada para o cálculo do seu benefício

  • Maior importância das contribuições: Quem está perto de se aposentar deve ficar atento a quanto está contribuindo. Se você já está contribuindo na faixa mais alta, o aumento do teto representa uma oportunidade de aumentar o valor da sua aposentadoria. No entanto, se você contribui em faixas inferiores, pode ser interessante considerar uma alteração no valor da contribuição, caso sua situação permita. Isso pode resultar em um aumento significativo no benefício final

  • Aumento nas contribuições para quem não atingiu o teto: Caso você ainda não tenha atingido o teto, é possível que o aumento de 2025 também tenha um impacto no valor a ser contribuído. De modo geral, para quem não está no teto, essa alteração pode ser uma chance de ajustar suas contribuições de forma a maximizar os benefícios futuros, já que o teto mais alto implicará uma maior contribuição para alcançar esse valor


  1. Qual deve ser a contribuição para receber o Teto em 2025?

A contribuição ao INSS é feita com base em uma percentagem sobre o salário de contribuição.

Em 2025, o teto será reajustado, e para contribuir sobre ele, o trabalhador deverá pagar a alíquota máxima de acordo com sua faixa salarial.

Eu listei um passo a passo de como contribuir para receber o Teto:

1º Passo: Identificar o novo Teto do INSS em 2025

Como vimos há pouco, o valor do teto é anunciado anualmente e será atualizado com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que reflete a inflação do ano anterior.

A previsão é que o teto de 2025 seja superior ao teto atual de 2024, mas isso ainda será confirmado oficialmente pelo governo.

2º Passo: Verificar sua faixa de contribuição

O INSS possui faixas de contribuição que variam conforme o valor do salário.

Para alcançar o teto, você precisa garantir que sua faixa salarial de contribuição seja a máxima possível, o que significa contribuir com o valor mais alto permitido para o INSS.

3º Passo: Escolher a categoria de contribuinte

Para alcançar o teto, é fundamental que você seja um contribuinte facultativo ou contribuinte individual e opte por pagar a contribuição máxima, ou seja, sobre o teto do INSS.

Se você for um trabalhador com vínculo empregatício, o empregador já faz o desconto de sua contribuição, e se você for autônomo ou facultativo, deve pagar o valor integral da contribuição.

Empregado CLT: O empregador desconta automaticamente, e o valor da contribuição depende do seu salário.

Contribuinte Individual ou Facultativo: Nesse caso, você precisa optar pela contribuição máxima, pagando a alíquota correspondente ao teto. O pagamento é feito mensalmente via guia de recolhimento.

4º Passo: Alíquotas de contribuição

O INSS possui diferentes alíquotas de contribuição, que variam de acordo com a faixa salarial.

Para garantir que você esteja contribuindo sobre o teto, você precisa optar pela alíquota máxima.

Em 2025, o valor máximo de contribuição será correspondente ao teto do INSS, e você terá que pagar a alíquota de 20% sobre o valor integral do teto.

5º Passo: Realizar o pagamento

Após escolher a alíquota de contribuição correta, você deve efetuar o pagamento mensal da contribuição.

O valor será calculado com base na faixa de salário, e o objetivo é garantir que sua contribuição sempre atinja o teto máximo.

No entanto, não basta apenas alcançar o teto por um curto período.

O valor da aposentadoria depende do tempo de contribuição e da média salarial.

Se você está perto de completar os requisitos para a aposentadoria, é importante fazer uma análise estratégica das suas contribuições.

Para aqueles que já estão perto da aposentadoria, recalcular as contribuições e verificar a possibilidade de aumentar a base de cálculo pode resultar em um benefício final mais vantajoso.

Para tanto, é crucial contar com o auxílio de um bom advogado previdenciário para garantir que todas as contribuições estejam corretas e que você consiga aumentar o valor da sua aposentadoria.


  1. Como um advogado previdenciário poderá te ajudar?

Para aqueles que estão perto de se aposentar, é fundamental acompanhar o reajuste do teto e entender como ele afetará o valor da sua aposentadoria.

Isso é particularmente relevante para quem tem a expectativa de se aposentar com o teto máximo, pois as contribuições feitas ao longo da vida laboral têm impacto direto nesse valor.

Saiba como um advogado poderá te ajudar:

1. Planejamento Previdenciário

Um advogado previdenciário tem o conhecimento necessário para elaborar um planejamento previdenciário de acordo com a sua situação e os objetivos da aposentadoria.

Isso inclui:

  • Revisão de Contribuições: O advogado pode verificar se as contribuições feitas ao INSS estão corretas e se há possibilidade de recuperar períodos de contribuição que podem ter sido perdidos. Além disso, é possível verificar a melhor estratégia para maximizar o valor da aposentadoria

  • Escolha da Melhor Aposentadoria: Com o novo teto do INSS, o advogado pode ajudar a determinar a melhor modalidade de aposentadoria (por idade, por tempo de contribuição, por pontos), sempre levando em consideração o tempo de contribuição e as melhores opções para o caso específico de cada cliente

  • Cálculo do Valor da Aposentadoria: O advogado previdenciário pode simular qual será o valor da sua aposentadoria com base no novo teto do INSS de 2025, considerando as suas contribuições anteriores e as opções de contribuições adicionais que você pode fazer antes de se aposentar

2. Garantia de contribuições com o valor máximo

Para quem deseja se aposentar com o valor máximo da aposentadoria, é necessário contribuir sobre o teto do INSS.

O advogado previdenciário pode orientar sobre as formas de contribuição e os valores adequados que devem ser pagos para atingir esse teto, além de alertar para qualquer erro no pagamento das contribuições que possa prejudicar a aposentadoria no futuro.

3. Análise de possíveis benefícios acumuláveis

Em alguns casos, é possível acumular benefícios previdenciários, como pensão por morte ou auxílio-doença, com aposentadoria.

Um advogado pode explicar se você tem direito a benefícios adicionais e como isso pode afetar o valor final da sua aposentadoria.

Por mais que você tenha contribuído durante muitos anos, existem erros administrativos e problemas de cálculo que podem prejudicar a sua aposentadoria.

O advogado previdenciário pode verificar se tudo está sendo calculado corretamente e garantir que você não enfrente surpresas na hora de se aposentar

 

Conclusão

Como vimos ao longo deste post, o aumento do teto do INSS em 2025 traz mudanças importantes para quem está perto de se aposentar.

Para que isso aconteça, é essencial entender as mudanças no teto, fazer as contribuições corretamente e, principalmente, ter um planejamento previdenciário.

Felizmente, você está mais preparado para enfrentar este tipo de situação.

Afinal, só aqui eu mostrei:

  • O que é o Teto do INSS

  • Qual será o valor do Teto do INSS em 2025

  • Aumento do Teto do INSS: O que muda para quem está perto de se aposentar

  • Qual deve ser a contribuição para receber o Teto em 2025

  • Como um advogado previdenciário poderá te ajudar

Lembre-se: Não deixe para última hora e procure um advogado previdenciário para analisar seu histórico de contribuições, indicar o melhor momento para solicitar a aposentadoria e ainda garantir que o valor final do seu benefício seja o mais vantajoso possível.

Bom, fico por aqui.

Ah, e se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários, combinado?!

Leia também:

 Salário-Maternidade para autônomas: Como garantir o benefício?

6 Medidas do INSS para tentar zerar a fila dos pedidos em análise em 2025. 

MEI: Como calcular a contribuição e garantir uma aposentadoria tranquila. 

Continue nos acompanhando e até o próximo artigo.

 


Salário-Maternidade para autônomas: Como garantir o benefício?

Você sabia que, mesmo sendo autônoma, é possível ter direito ao salário-maternidade?

Esse benefício, tão importante durante o período de gestação e nos primeiros meses após o nascimento do bebê, não é exclusivo para trabalhadoras formais.

No entanto, muitas autônomas não sabem que podem solicitar o salário-maternidade ou têm dúvidas sobre como cumprir os requisitos para garanti-lo.

Para receber o benefício, é fundamental entender as regras do INSS e organizar a documentação necessária.

E aqui neste artigo, vou explicar como as mulheres autônomas podem conseguir o salário-maternidade, quais são os requisitos exigidos e esclarecer todas as dúvidas para que você receba o que é seu por direito.

Porque só aqui vou te mostrar:

  1. O que é o salário-maternidade?

  2. Autônomas têm direito ao salário-maternidade?

  3. Salário-maternidade para autônomas: Como garantir o benefício?

  4. Qual o valor do salário-maternidade para autônomas?

  5. Qual o período de duração do salário-maternidade para a autônoma?

Além disso, vou mostrar por que contar com o auxílio de um advogado pode ser decisivo para evitar problemas com o INSS e garantir que você receba o que é seu por direito, sem atrasos ou complicações.

Vamos lá?


  1. O que é o salário-maternidade?

Antes de tudo, é preciso entender direitinho o que é o salário-maternidade.

O salário-maternidade é um benefício pago pelo INSS para mulheres que precisam se afastar do trabalho em razão do:

  • Nascimento de um filho

  • Adoção

  • Guarda judicial para fins de adoção

  • Aborto espontâneo

Assim, o salário-maternidade serve para substituir a renda da mãe durante o período em que ela não pode exercer suas funções, garantindo segurança financeira para cuidar do bebê e da sua saúde.

Crucial para garantir que você tenha uma segurança financeira durante esse momento tão especial.


  1. Autônomas têm direito ao salário-maternidade?

Muitas pessoas pensam que apenas trabalhadoras com carteira assinada têm direito ao benefício, mas isso não é verdade.

Como autônoma, você também pode receber o salário-maternidade, desde que esteja inscrita como contribuinte no INSS e tenha feito as contribuições mínimas.

Logo, você como autônoma, pode ter direito ao salário-maternidade se enquadrar em uma das categorias abaixo:

1. Contribuinte Individual

A contribuinte individual é aquela que trabalha por conta própria, sem vínculo empregatício, e paga mensalmente o INSS por iniciativa própria.

Como não possui carteira assinada, a responsabilidade de fazer as contribuições para o INSS é toda sua.

Esse é o caso, por exemplo, de:

  • Profissionais autônomas, como cabeleireiras, manicures, designers e fotógrafas

  • Trabalhadoras informais que não possuem CNPJ, mas exercem alguma atividade remunerada

  • Pessoas que prestam serviços, como consultoras ou freelancers

Ao contribuir como individual, você garante acesso a benefícios do INSS, como salário-maternidade.

Mas, para garantir o salário-maternidade sendo contribuinte individual, você precisa:

  • Estar inscrita no INSS como contribuinte individual: Isso pode ser feito diretamente no site ou aplicativo Meu INSS

  • Cumprir a carência mínima: É necessário ter contribuído por pelo menos 10 meses antes do evento que dá origem ao benefício (nascimento, adoção ou aborto espontâneo)

  • Estar em dia com as contribuições: A regularidade dos pagamentos é essencial para que o INSS reconheça o direito ao benefício

2. MEI (Microempreendedor Individual)

O MEI é uma categoria jurídica que permite à pessoa que trabalha por conta própria formalizar o seu negócio com uma carga tributária reduzida e menos burocracia.

Para se tornar MEI, o limite de faturamento anual é de R$81.000,00, e a pessoa precisa se inscrever no Portal do Empreendedor, realizando o cadastro como microempreendedor.

Ao se registrar como MEI, a pessoa passa a ser segurada do INSS e, portanto, tem direito aos benefícios previdenciários, incluindo o salário-maternidade.

No entanto, para garantir o direito ao salário-maternidade, o MEI precisa atender a alguns requisitos básicos:

  • Estar registrada como MEI e em dia com as contribuições: O MEI deve pagar mensalmente o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) que inclui a contribuição para a Previdência Social. No caso do MEI, essa contribuição é de 5% do salário mínimo, o que equivale a aproximadamente R$ 70,00 por mês (valor de 2024)

  • Período de carência: Para ter direito ao salário-maternidade, o MEI deve ter pelo menos 10 meses de contribuição ao INSS antes do parto ou adoção. Isso significa que, caso você tenha se formalizado recentemente, será necessário contribuir por esse período antes de solicitar o benefício

O mais indicado é buscar o auxílio de um bom advogado previdenciário para verificar a regularidade das suas contribuições para garantir que você tenha direito ao benefício.

3. Estar no período de graça

O período de graça é um prazo em que a segurada do INSS continua a ter direito aos benefícios previdenciários, mesmo sem estar com as contribuições em dia.

Ou seja, se você deixou de pagar as contribuições ao INSS por um tempo, mas ainda assim está dentro do período de graça, o INSS pode considerar que você tem direito ao salário-maternidade, desde que tenha cumprido outros requisitos.

Este período de graça varia conforme o tempo de contribuição anterior ao período de afastamento.

Em termos simples, mesmo que você não tenha contribuído por um tempo, o INSS reconhece que você ainda tem direito a benefícios como o salário-maternidade, se estiver dentro desse prazo.

Como funciona o período de graça para autônomas

Existem diferentes tipos de períodos de graça, e é importante entender qual se aplica ao seu caso:

  • Período de graça de 12 meses: Para uma mulher autônoma, o INSS garante que, após ter contribuído por 12 meses consecutivos, ela pode ficar sem pagar as contribuições e ainda manter o direito aos benefícios previdenciários, como o salário-maternidade, por um período de até 12 meses após o último pagamento de contribuição

  • Período de graça de 24 meses: Se você contribuiu ao INSS por 10 anos ou mais, o seu período de graça pode ser estendido para até 24 meses após o último pagamento de contribuição. Isso significa que você pode ter direito ao salário-maternidade mesmo que tenha interrompido suas contribuições há até dois anos, desde que tenha cumprido as condições necessárias

  • Período de graça de 6 meses: Caso você tenha contribuído por menos de 12 meses, mas tenha parado de pagar por algum motivo, o INSS ainda pode conceder o benefício por um período reduzido, que é de 6 meses após o término da contribuição, se você não tiver contribuições anteriores

Para ter direito ao salário-maternidade, mesmo estando no período de graça, é importante que a autônoma cumpra alguns requisitos.

Requisitos para ter direito ao salário-maternidade dentro do período de graça

  • Estar dentro do período de graça: Como mencionei, se você não contribuiu por um tempo, mas ainda está dentro do período de graça, você pode garantir o benefício. Verifique qual é o seu caso, com base no tempo de contribuição anterior

  • Atender ao requisito da carência: Para ter direito ao salário-maternidade, é necessário cumprir o período de carência de 10 meses de contribuição. Isso significa que, caso você tenha interrompido o pagamento, você só poderá usufruir do benefício se, ao voltar a contribuir, tiver completado esse tempo de carência

Para garantir que o benefício seja concedido corretamente, é essencial que você esteja atenta aos requisitos do INSS e, se necessário, conte com o auxílio de um advogado previdenciário.

 

  1. Salário-maternidade para autônomas: Como garantir o benefício?

Para as autônomas, o acesso ao salário-maternidade segue as mesmas regras do que para as trabalhadoras com carteira assinada (CLT), mas com algumas particularidades, como a necessidade de estar inscrita no INSS como contribuinte individual.

 

Mas, não precisa se preocupar. Vou explicar passo a passo como garantir o benefício.

1º Passo: Cumprir os requisitos necessários

Mesmo sendo autônoma, como vimos há pouco, você tem direito ao salário-maternidade, desde que cumpra certos requisitos.

Logo, para garantir o benefício, você precisa:

Estar inscrita no INSS

O primeiro passo é estar registrada como contribuinte individual no INSS.

Isso significa que você precisa pagar suas contribuições mensais, como microempreendedora individual (MEI) ou como autônoma, na categoria de contribuinte individual

Cumprir a carência de 10 meses de contribuição

Assim como as empregadas CLT, para ter direito ao salário-maternidade, a autônoma precisa ter pago 10 meses de contribuição ao INSS, que é o período de carência exigido para ter direito ao benefício. Isso significa que, para solicitar o benefício, é necessário que você tenha contribuído durante esse tempo de forma contínua

Estar dentro do período de graça

Caso você tenha interrompido suas contribuições, mas tenha contribuído por um tempo suficiente antes de parar de pagar, você pode estar dentro do período de graça.

O período de graça é um prazo em que o INSS mantém os seus direitos aos benefícios, mesmo sem contribuições recentes.

Esse período pode variar de 6 meses a 24 meses, dependendo do tempo de contribuição anterior.

Não estar recebendo benefícios do INSS

Para conseguir o salário-maternidade, você não pode estar recebendo outro benefício, como o auxílio-doença ou aposentadoria, ao solicitar a licença-maternidade.

A principal condição para ter direito ao benefício é estar regular com as contribuições ao INSS durante o período exigido.

2º Passo: Juntar a papelada necessária

Confira todos os documentos que você vai precisar para conseguir o benefício:

 

Certidão de nascimento do filho ou termo de guarda, no caso de adoção

Esse é o documento principal para comprovar que você realmente está em licença-maternidade.

O INSS exige a certidão de nascimento do seu filho ou, caso o processo envolva adoção, o termo de guarda judicial.

Esse documento é necessário para formalizar o início do período de afastamento e garantir que você terá direito ao benefício.

Comprovante de inscrição no INSS como contribuinte individual

Para que a autônoma tenha direito ao salário-maternidade, ela precisa estar inscrita no INSS e registrada como contribuinte individual.

Ou seja, você deve ter feito a inscrição junto ao INSS como trabalhadora autônoma e, ao longo do tempo, ter feito os pagamentos das contribuições mensais.

Se você é MEI (Microempreendedor Individual), também precisa ter as contribuições em dia. O comprovante de inscrição é necessário para que o INSS reconheça sua qualidade de segurada.

Comprovante de pagamento das contribuições ao INSS

O INSS exige que você comprove que tem 10 meses de contribuições regulares ao sistema, caso contrário, você não poderá solicitar o benefício.

Isso é especialmente importante para autônomas, que podem ter dificuldades em manter o pagamento regular das contribuições.

Os documentos que comprovam esses pagamentos podem ser os boletos pagos ou extratos emitidos no site Meu INSS.

Esses comprovantes são necessários para que o INSS confirme se você está dentro da carência exigida.

Documentos pessoais

Além dos documentos relacionados ao INSS, você também precisará apresentar seus documentos pessoais, como o RG e o CPF, para confirmar sua identidade.

Esses documentos são essenciais para garantir que não haja erros na sua solicitação e para evitar qualquer tipo de fraude.

Declaração de que não está trabalhando ou recebendo outro benefício

O salário-maternidade é um benefício concedido quando a mulher está afastada do trabalho para o período de maternidade.

Portanto, o INSS exigirá uma declaração de que você não está exercendo suas atividades profissionais durante a licença-maternidade, ou seja, que está afastada do trabalho por esse período.

Também será necessário confirmar que você não está recebendo outro benefício do INSS (como auxílio-doença ou aposentadoria) no momento da solicitação.

Exame médico ou atestado de nascimento

Em alguns casos, o INSS pode pedir um atestado médico que comprove a data prevista para o parto.

Esse documento pode ser exigido, especialmente se você estiver solicitando o benefício próximo ao nascimento do bebê.

3º Passo: Solicitar o salário-maternidade

Embora você possa fazer o pedido de salário-maternidade sozinha, a ajuda de um advogado especializado em direito previdenciário pode ser crucial para garantir que o processo seja feito da melhor forma possível.

O advogado irá verificar se você realmente cumpre todos os requisitos para o salário-maternidade, checar os documentos específicos para então, fazer a solicitação do benefício.

Após realizar a solicitação, o INSS começará a análise do seu pedido.

Nessa fase, o advogado também tem um papel importante.

Ele poderá acompanhar o andamento do seu processo, verificar se há algum erro ou se foi solicitada documentação adicional e garantir que o benefício seja concedido no prazo correto.

Muitas vezes, o INSS pode demorar para processar o pedido ou até mesmo negar o benefício com base em alguma falha na documentação ou na análise.

Um advogado especialista pode interceder diretamente com o INSS para corrigir esses problemas de forma rápida e eficiente, evitando que você precise esperar por mais tempo ou que tenha que realizar novos pedidos.

E se o pedido não for aceito, o advogado irá entrar com uma Ação na Justiça para garantir o seu direito ao salário-maternidade.


  1. Qual o valor do salário-maternidade para autônomas?

Essa é uma dúvida muito comum.

Pois bem.

O valor do salário-maternidade varia de acordo com o tipo de contribuição da autônoma.

Ou seja, o valor será determinado com base na média das contribuições feitas ao INSS.

Para mulheres autônomas, o valor do benefício será calculado levando em consideração os seguintes aspectos:

1. Para contribuintes individuais

Se você for autônoma e realizar contribuições como contribuinte individual, o valor do seu salário-maternidade será calculado com base na média das suas contribuições ao INSS.

O INSS irá considerar as 80% maiores contribuições feitas durante o período de apuração (geralmente, os últimos 12 meses ou 24 meses de contribuição, dependendo do caso).

A média dessas contribuições será o valor que você receberá mensalmente durante o período de afastamento.

Exemplo: Suponha que você tenha feito contribuições mensais nos últimos meses, variando entre R$1.000,00 e R$2.500,00. O INSS vai pegar as 80% maiores contribuições durante esse período e calcular a média. O valor da média será o valor do salário-maternidade que você irá receber.

Importante: Se as suas contribuições foram mais baixas ou irregulares, o valor do benefício será menor. Por isso, é fundamental manter as contribuições em dia e, sempre que possível, fazer contribuições mais altas para garantir um benefício mais vantajoso.

2. Para MEIS

Se você for MEI, o cálculo é diferente.

O salário-maternidade para MEIs é fixo, ou seja, não depende do valor de suas contribuições.

O valor será o salário mínimo vigente no ano em que o benefício for solicitado.

Ou seja, se você é MEI, o valor do benefício será sempre o valor do salário mínimo, que, em 2024, é de R$1.412,00.

Esse valor fixo se deve ao fato de que o MEI realiza uma contribuição fixa mensal para o INSS, que corresponde a 5% do salário mínimo.

Portanto, independentemente do seu faturamento como MEI, o valor do salário-maternidade será o salário mínimo.

Contar com o apoio de um advogado especializado em direito previdenciário pode ser fundamental para garantir que você receba o valor correto do seu salário-maternidade

O advogado pode te ajudar a fazer um cálculo preciso do valor do salário-maternidade, levando em consideração todas as suas contribuições ao INSS e a forma como elas foram feitas.

Isso é importante porque, se houver erro no cálculo, você pode acabar recebendo menos do que tem direito.


  1. Qual o período de duração do salário-maternidade para autônoma?

Para as autônomas, o salário-maternidade será pago pelo INSS durante 120 dias (cerca de 4 meses), assim como acontece com as trabalhadoras contratadas sob o regime da CLT.

Esse período começa a contar a partir do início do afastamento da atividade profissional, que, no caso das autônomas, pode ser o momento do parto ou da adoção da criança.

É importante destacar que o salário-maternidade não é vitalício e tem a duração definida de 120 dias, ou seja, a partir da data do afastamento.

Esse é o tempo garantido de afastamento remunerado.

O que determina o início do pagamento do benefício?

O pagamento do benefício começa a partir do momento em que a mulher se afasta das suas atividades profissionais para o cuidado do filho.

Ou seja, a data de início do pagamento depende da data de nascimento da criança (no caso de parto) ou da data de adoção (no caso de adoção):

  • Se for parto: O pagamento começa a partir do dia do parto

  • Se for adoção: O pagamento inicia a partir da data de adoção do filho

Quando o benefício NÃO será pago?

O salário-maternidade será pago somente se a mulher estiver com contribuições em dia no INSS e dentro do período de qualidade de segurado, ou seja, estando regularizada com suas obrigações previdenciárias.

Portanto, se houver contribuições em atraso ou falhas no histórico de contribuições, o pagamento pode ser negado.

Além disso, o salário-maternidade não será concedido se a mulher já estiver no período de afastamento por invalidez ou outro benefício do INSS, pois não há possibilidade de acumular benefícios, exceto em situações específicas.

Conclusão

Neste guia completinho, agora você já sabe que como autônoma, precisa estar com suas contribuições ao INSS em dia, seja como contribuinte individual ou microempreendedora individual (MEI), para conseguir o salário-maternidade.

Neste post, você encontrou também:

  • O que é o salário-maternidade

  • Autônomas têm direito ao salário-maternidade

  • Salário-maternidade para autônomas: Como garantir o benefício

  • Qual o valor do salário-maternidade para autônomas

  • Qual o período de duração do salário-maternidade para a autônoma

E que contar com a orientação de um advogado previdenciário pode ser um grande diferencial nesse processo. 

Além disso, o advogado pode ajudar a regularizar qualquer pendência com o INSS, evitando atrasos ou perdas no recebimento do benefício.

Bom, fico por aqui.

Ah, e se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários, combinado?!

Leia também:

 6 Medidas do INSS para tentar zerar a fila dos pedidos em análise em 2025. 

MEI: Como calcular a contribuição e garantir uma aposentadoria tranquila?

Auxílio-Doença: Quais são os documentos necessários para a concessão do benefício?

Continue nos acompanhando e até o próximo artigo.

 


6 Medidas do INSS para tentar zerar a fila dos pedidos em análise em 2025.

Se você está com um pedido de benefício no INSS em análise, certamente já sentiu a ansiedade de esperar uma resposta.

Afinal, a fila de processos no INSS é um problema antigo que afeta milhares de pessoas em todo o Brasil.

Agora, para tentar zerar essa fila em 2025, o INSS anunciou novas medidas, que incluem o endurecimento das regras e maior rigor na análise dos pedidos.

Mas o que isso significa para quem já está aguardando? Será que essas mudanças vão acelerar os processos ou complicar ainda mais o acesso aos benefícios?

Todas essas respostas você vai encontrar neste post que preparei.

E tem muito mais. Dá só uma olhada:

  1. Quais são as novas estratégias do INSS para zerar a fila em 2025?

  2. Como essas mudanças podem impactar seu pedido de benefício?

Com o INSS implementando mudanças tecnológicas e apertando as regras, é mais importante do que nunca estar bem preparado.

Vamos começar?


  1. Quais são as novas estratégias do INSS para zerar a fila em 2025?

Infelizmente, o cenário atual é de milhões de pedidos represados, e o INSS tem enfrentado grandes dificuldades para dar conta da alta demanda.

Justamente por isso, o INSS está adotando para 2025, uma série de medidas para enfrentar esse problema histórico da fila de pedidos de benefícios.

Confira agora, quais são as principais estratégias anunciadas para zerar a fila em 2025:

1. Uso de Inteligência Artificial e automação de processos

O INSS já começou a usar ferramentas de IA para analisar pedidos de benefícios de forma automatizada.

A ideia é reduzir o tempo de espera nos casos em que a documentação esteja completa e sem inconsistências.

Aqui estão os principais pontos dessa nova estratégia para tentar zerar a fila de pedidos:

Análise automática de documentos

Com a IA, o INSS consegue verificar rapidamente os documentos enviados, como:

  • RG

  • CPF

  • Carteiras de trabalho

  • Comprovantes médicos

  • Dentre outros documentos

Se tudo estiver correto e completo, o sistema pode aprovar automaticamente o benefício, sem a necessidade de intervenção humana.

Identificação de inconsistências

A IA também é usada para cruzar dados com outros sistemas, como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e a Receita Federal. 

Caso encontre informações conflitantes ou ausentes, o sistema pode emitir uma exigência ou até negar o benefício de forma automática.

Classificação de processos

O uso da IA permite ao INSS priorizar casos simples, como salário-maternidade e aposentadoria por idade, que são analisados de forma automatizada.

Processos mais complexos, como auxílio-doença ou aposentadoria especial, continuam sendo revisados por servidores humanos, mas com auxílio da tecnologia para organizar e agilizar o fluxo.

Detecção de possíveis fraudes

A automação também ajuda a identificar sinais de fraude em pedidos de benefícios, como documentos falsos ou vínculos empregatícios inexistentes. 

Isso significa mais rigor na análise, mas também aumenta o risco de erros para segurados que não preparam adequadamente sua documentação.

2. Pente Fino em processos pendentes

Uma das principais estratégias do Instituto para reduzir o acúmulo de pedidos e tentar zerar a fila em 2025 é o pente-fino em processos pendentes.

Mas o que isso significa na prática? 

Não precisa se preocupar. Vou explicar tudo o que você precisa saber.

O pente-fino é uma revisão criteriosa dos pedidos de benefícios que estão na fila de espera. Com essa estratégia, o INSS busca identificar e resolver problemas que estejam travando a concessão, como:

  • Falta de documentos obrigatórios

  • Inconsistências nos dados enviados pelo segurado

  • Erros no cadastro ou na vinculação de vínculos trabalhistas

  • Sinais de possíveis irregularidades ou fraudes

Com esta estratégia, a ideia é "limpar" a fila, agilizando a análise dos processos que têm mais chances de serem aprovados e encerrando aqueles que apresentem problemas graves.

Veja como o Pente Fino funciona na prática para zerar a fila em 2025

Análise detalhada da documentação pendente

O INSS está revisando todos os pedidos para identificar documentos ausentes ou inconsistentes.

Quando isso acontece, o segurado recebe uma exigência, com prazo para corrigir a pendência. Se não responder dentro do prazo, o pedido pode ser arquivado ou indeferido.

Verificação de dados em outros sistemas

O INSS cruza informações do pedido com bancos de dados de órgãos como Receita Federal, Caixa Econômica (FGTS)e CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais).

Qualquer discrepância entre esses registros pode gerar uma exigência ou até a negativa do benefício.

Priorização de casos simples e pendências antigas

Processos mais simples, como aposentadorias por idade ou salário-maternidade, estão sendo tratados com maior prioridade. Já os casos que permanecem parados por muito tempo, sem resposta do segurado, estão sendo arquivados.

Revisão de processos com suspeitas de fraudes

Pedidos que apresentam sinais de irregularidade, como falsificação de documentos ou vínculos fictícios, são enviados para análise aprofundada.

Esse procedimento pode atrasar a conclusão de processos legítimos, mas faz parte do esforço para evitar concessões indevidas.

3. Parcerias com prefeituras e estados

Agora, o INSS está implementando novas estratégias para lidar com o aumento de pedidos e reduzir a fila de espera.

Uma dessas medidas é a realização de parcerias com prefeituras e governos estaduais, que têm o objetivo de descentralizar e agilizar os atendimentos.

O INSS firmou convênios com prefeituras e governos estaduais para ampliar a capacidade de atendimento e análise de benefícios.

A ideia principal é usar estruturas já existentes nos municípios e estados para aproximar os serviços do cidadão e otimizar os processos.

Algumas ações dessas parcerias incluem:

  • Criação de pontos de atendimento descentralizados: Prefeituras disponibilizam espaços físicos, como postos municipais, para que servidores locais, devidamente treinados, ajudem os segurados na entrega de documentos e solicitação de benefícios

  • Capacitação de servidores estaduais e municipais: Funcionários das prefeituras e estados são capacitados pelo INSS para prestar orientações e auxiliar no preenchimento de formulários, reduzindo erros nas solicitações e aumentando as chances de aprovação de pedidos

  • Compartilhamento de dados e recursos tecnológicos: O INSS pode acessar bancos de dados municipais e estaduais para cruzar informações e verificar a autenticidade dos documentos apresentados, como comprovantes de residência e vínculos empregatícios

  • Mutirões de atendimento e análise de benefícios: Em algumas regiões, são organizados mutirões em parceria com prefeituras para dar prioridade a casos que estão há muito tempo na fila

Mas, como isso pode impactar o seu pedido?

Essas parcerias têm o potencial de agilizar processos, mas também trazem maior rigor na análise. Veja o que pode acontecer:

  • Com a ajuda de servidores treinados, erros comuns podem ser corrigidos já no momento da entrega, o que acelera a análise do seu pedido

  • O cruzamento de informações com dados municipais e estaduais torna mais fácil identificar inconsistências. Se os seus documentos não estiverem corretos, seu benefício pode ser negado

Como mais órgãos estão envolvidos, podem surgir exigências extras relacionadas à comprovação de residência, renda ou vínculos de trabalho

E tem mais estratégias por aí.

4. Rigor na exigência de documentação

Nos últimos anos, o INSS enfrentou uma alta histórica no número de pedidos de benefícios. Isso gerou filas longas e um acúmulo de processos pendentes.

Para tentar solucionar o problema, o Instituto adotou medidas que incluem:

  • Revisão criteriosa de cada processo: Agora, os analistas estão verificando com mais atenção cada detalhe dos documentos apresentados, evitando aprovações de pedidos com falhas ou inconsistências

  • Redução de erros administrativos: Ao exigir mais rigor na entrega dos documentos, o INSS tenta diminuir o número de processos devolvidos ou indeferidos por falta de informações

  • Prevenção contra fraudes: O aumento no rigor também visa coibir fraudes, garantindo que apenas quem realmente tem direito receba os benefícios

O aumento do rigor na análise de documentos é uma das principais estratégias do INSS para reduzir a fila de espera, mas pode ser um grande desafio para quem não conhece os detalhes do processo.

Por isso, o mais recomendado é contar com o auxílio de um bom advogado previdenciário para garantir que a documentação esteja correta, completa e de acordo com as exigências do INSS.

5. O segurado não poderá fazer um novo requerimento se tiver outro processo em fase de recurso

A partir de 2025, o INSS adotou uma nova estratégia para reduzir a fila de análise: Impedir que segurados façam novos requerimentos enquanto já possuem processos pendentes em fase de recurso.

Vamos entender isso melhor?

Anteriormente, era comum que segurados com um pedido em análise ou em fase de recurso fizessem novos requerimentos para tentar um benefício diferente ou complementar.

Isso gerava duplicidade de processos e aumentava o volume de trabalho do INSS.

Agora, com as novas regras:

  • Pedidos simultâneos não serão permitidos: Se você tem um recurso administrativo em andamento, o INSS bloqueará a abertura de um novo requerimento até que o processo em curso seja concluído

  • Maior controle de processos: Essa medida visa evitar que segurados protocolizem múltiplos pedidos, o que sobrecarrega o sistema

  • Pressão para decisões mais rápidas: O INSS acredita que, ao concentrar os esforços em menos processos por segurado, poderá agilizar a análise e diminuir a fila de espera

Como você pode observar, com as novas regras, o INSS está apertando ainda mais o cerco contra erros nos pedidos de benefícios.

Isso significa que um pequeno detalhe pode atrasar meses ou até anos o acesso ao seu direito.

Por isso, é crucial contar com o auxílio de um advogado previdenciário para dar entrada no requerimento e proteger todos os seus direitos.

6. Exigência de desempenho 30% maior dos servidores que trabalham remoto

Mais uma nova estratégia anunciada pelo INSS para tentar zerar a fila de pedidos atrasados é a exigência de 30% a mais de desempenho dos servidores que trabalham de forma remota.

Mas, afinal, o que é essa meta de desempenho?

O trabalho remoto se tornou comum no INSS, principalmente após a pandemia.

Muitos servidores realizam suas atividades de casa, e, para aumentar a eficiência, o órgão decidiu aumentar as metas de produtividade para esses profissionais. 

Isso significa:

  • Mais processos por servidor: Quem trabalha remotamente agora precisa analisar um número 30% maior de pedidos, comparado aos que atuam presencialmente

  • Pressão por resultados rápidos: Essa exigência pode acelerar a análise de pedidos, mas também aumenta o risco de decisões precipitadas ou erros

  • Foco na redução da fila: O objetivo do INSS é diminuir o número de processos pendentes, especialmente os mais antigos

A exigência de maior produtividade dos servidores pode parecer uma solução para a fila do INSS.

Por outro lado, sob pressão para cumprir metas, os servidores podem negar benefícios por detalhes que poderiam ser corrigidos com mais atenção.

Por falar nisso....


  1. Como essas mudanças podem impactar seu pedido de benefício?

Agora, você deve estar se perguntando: "O que isso tudo significa para o meu pedido de benefício?"

É natural. Mas, o fato é que as mudanças no INSS podem afetar seu processo de várias maneiras:

Maior burocracia e exigência de documentos

Se você não tiver a documentação correta, seu pedido pode ser negado ou mesmo atrasado.

O INSS pode exigir mais comprovações e documentos detalhados para que seu pedido seja aprovado. Isso aumenta o risco de erros e recusa do benefício.

Automação de processos e uso de Inteligência Artificial pode resultar em indeferimentos indevidos

A tecnologia pode ser eficiente, mas não substitui a análise humana detalhada, especialmente quando se trata de casos mais complexos. Se o seu pedido não for tratado com a atenção necessária, ele pode ser indeferido ou sofrer atrasos.

Negativas sem a devida explicação

Com o aumento das exigências e da automação, o INSS pode negar seu pedido com base em falhas que podem ser corrigidas. Muitos segurados acabam perdendo o direito ao benefício porque não sabem exatamente o que corrigir ou como apresentar a documentação necessária.

Risco de revisões prejudiciais

Caso o INSS decida revisar benefícios já concedidos, isso pode afetar quem já recebe algum benefício, principalmente em casos em que as exigências aumentaram.

Diante dessas mudanças, ter um advogado especializado em direito previdenciário é mais importante do que nunca para garantir que o seu pedido seja analisado corretamente e para proteger seus direitos durante esse processo.

Conclusão

Você chegou ao final dessa leitura, e viu que O INSS está adotando novas estratégias para enfrentar o volume crescente de pedidos de benefícios e reduzir a fila de processos, o que inclui:

  • Uso de Inteligência Artificial e automação de processos

  • Pente Fino em processos pendentes

  • Parcerias com prefeituras e estados

  • Rigor na exigência de documentação

  • O segurado não poderá fazer um novo requerimento se tiver outro processo em fase de recurso

  • Exigência de desempenho 30% maior dos servidores que trabalham remoto

Embora essas medidas tenham o objetivo de tornar o processo mais ágil, elas podem complicar a aprovação do seu pedido e gerar indeferimentos ou atrasos, principalmente se o seu caso for mais complexo ou se houver alguma falha na documentação.

Por isso, é crucial contar com o auxílio de um advogado previdenciário para garantir que seu pedido seja aprovado de forma rápida e sem contratempos.

Bom, fico por aqui e espero ter ajudado.

Ah, e se você ainda ficou com alguma dúvida é só deixar lá nos comentários, combinado?!

Leia também:

 O que fazer quando o INSS demora a responder seu pedido de benefício?

INSS corta 9 em cada 10 Auxílios-Doença: Como se preparar para a perícia?

Pente Fino BPC LOAS: Como cumprir as exigências do INSS?

Continue nos acompanhando e até a próxima.

 


Fale Conosco

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Este site é mantido e operado por VANDREI NAPPO DE OLIVEIRA

Nós coletamos e utilizamos alguns dados pessoais que pertencem àqueles que utilizam nosso site. Ao fazê-lo, agimos na qualidade de controlador desses dados e estamos sujeitos às disposições da Lei Federal n. 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD).

Nós cuidamos da proteção de seus dados pessoais e, por isso, disponibilizamos esta política de privacidade, que contém informações importantes sobre:
- Quem deve utilizar nosso site
- Quais dados coletamos e o que fazemos com eles;
- Seus direitos em relação aos seus dados pessoais; e
- Como entrar em contato conosco.

1. Dados que coletamos e motivos da coleta
Nosso site coleta e utiliza alguns dados pessoais de nossos usuários, de acordo com o disposto nesta seção.

1.1. Dados pessoais fornecidos expressamente pelo usuário
Nós coletamos os seguintes dados pessoais que nossos usuários nos fornecem expressamente ao utilizar nosso site:
Nome
E-mail
Telefone
Empresa

A coleta destes dados ocorre nos seguintes momentos:
Solicitação de Contato
Solicitação de Orçamentos

Os dados fornecidos por nossos usuários são coletados com as seguintes finalidades:
Para retornar o contato ao usuário que solicitou, seja para orçamento, duvidas ou suporte

1.2. Dados pessoais obtidos de outras formas
Nós coletamos os seguintes dados pessoais de nossos usuários:
Dados de localização, navegador, dispositivo de acesso, sistema operacional, faixa etária, sexo, através do Google Analytics e Google Ads

A coleta destes dados ocorre nos seguintes momentos:
Ao acessar o site e navegar nas páginas

Estes dados são coletados com as seguintes finalidades:
Melhorar a experiência do usuário ao navegar em nosso site

1.3. Dados sensíveis
Não serão coletados dados sensíveis de nossos usuários, assim entendidos aqueles definidos nos arts. 11 e seguintes da Lei de Proteção de Dados Pessoais. Assim, não haverá coleta de dados sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

1.4. Cookies
Cookies são pequenos arquivos de texto baixados automaticamente em seu dispositivo quando você acessa e navega por um site. Eles servem, basicamente, para seja possível identificar dispositivos, atividades e preferências de usuários.
Os cookies não permitem que qualquer arquivo ou informação sejam extraídos do disco rígido do usuário, não sendo possível, ainda, que, por meio deles, se tenha acesso a informações pessoais que não tenham partido do usuário ou da forma como utiliza os recursos do site.

a. Cookies de terceiros
Alguns de nossos parceiros podem configurar cookies nos dispositivos dos usuários que acessam nosso site.
Estes cookies, em geral, visam possibilitar que nossos parceiros possam oferecer seu conteúdo e seus serviços ao usuário que acessa nosso site de forma personalizada, por meio da obtenção de dados de navegação extraídos a partir de sua interação com o site.
O usuário poderá obter mais informações sobre os cookies de terceiro e sobre a forma como os dados obtidos a partir dele são tratados, além de ter acesso à descrição dos cookies utilizados e de suas características, acessando o seguinte link:
https://developers.google.com/analytics/devguides/collection/analyticsjs/cookie-usage?hl=pt-br
As entidades encarregadas da coleta dos cookies poderão ceder as informações obtidas a terceiros.

b. Gestão de cookies
O usuário poderá se opor ao registro de cookies pelo site, bastando que desative esta opção no seu próprio navegador. Mais informações sobre como fazer isso em alguns dos principais navegadores utilizados hoje podem ser acessadas a partir dos seguintes links:
Internet Explorer:
https://support.microsoft.com/pt-br/help/17442/windows-internet-explorer-delete-manage-cookies
Safari:
https://support.apple.com/pt-br/guide/safari/sfri11471/mac
Google Chrome:
https://support.google.com/chrome/answer/95647?hl=pt-BR&hlrm=pt
Mozila Firefox:
https://support.mozilla.org/pt-BR/kb/ative-e-desative-os-cookies-que-os-sites-usam
Opera:
https://www.opera.com/help/tutorials/security/privacy/
A desativação dos cookies, no entanto, pode afetar a disponibilidade de algumas ferramentas e funcionalidades do site, comprometendo seu correto e esperado funcionamento. Outra consequência possível é remoção das preferências do usuário que eventualmente tiverem sido salvas, prejudicando sua experiência.

1.5. Coleta de dados não previstos expressamente
Eventualmente, outros tipos de dados não previstos expressamente nesta Política de Privacidade poderão ser coletados, desde que sejam fornecidos com o consentimento do usuário, ou, ainda, que a coleta seja permitida com fundamento em outra base legal prevista em lei.
Em qualquer caso, a coleta de dados e as atividades de tratamento dela decorrentes serão informadas aos usuários do site.

2. Compartilhamento de dados pessoais com terceiros Nós não compartilhamos seus dados pessoais com terceiros. Apesar disso, é possível que o façamos para cumprir alguma determinação legal ou regulatória, ou, ainda, para cumprir alguma ordem expedida por autoridade pública.

3. Por quanto tempo seus dados pessoais serão armazenados
Os dados pessoais coletados pelo site são armazenados e utilizados por período de tempo que corresponda ao necessário para atingir as finalidades elencadas neste documento e que considere os direitos de seus titulares, os direitos do controlador do site e as disposições legais ou regulatórias aplicáveis.
Uma vez expirados os períodos de armazenamento dos dados pessoais, eles são removidos de nossas bases de dados ou anonimizados, salvo nos casos em que houver a possibilidade ou a necessidade de armazenamento em virtude de disposição legal ou regulatória.

4. Bases legais para o tratamento de dados pessoais
Uma base legal para o tratamento de dados pessoais nada mais é que um fundamento jurídico, previsto em lei, que justifica o justifica. Assim, cada operação de tratamento de dados pessoais precisa ter uma base legal a ela correspondente.

Nós tratamos os dados pessoais de nossos usuários nas seguintes hipóteses:
- mediante o consentimento do titular dos dados pessoais
- para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador

4.1. Consentimento
Determinadas operações de tratamento de dados pessoais realizadas em nosso site dependerão da prévia concordância do usuário, que deverá manifestá-la de forma livre, informada e inequívoca.
O usuário poderá revogar seu consentimento a qualquer momento, sendo que, não havendo hipótese legal que permita ou que demande o armazenamento dos dados, os dados fornecidos mediante consentimento serão excluídos.
Além disso, se desejar, o usuário poderá não concordar com alguma operação de tratamento de dados pessoais baseada no consentimento. Nestes casos, porém, é possível que não possa utilizar alguma funcionalidade do site que dependa daquela operação. As consequências da falta de consentimento para uma atividade específica são informadas previamente ao tratamento.

4.2. Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador
Algumas operações de tratamento de dados pessoais, sobretudo o armazenamento de dados, serão realizadas para que possamos cumprir obrigações previstas em lei ou em outras disposições normativas aplicáveis às nossas atividades.

5. Direitos do usuário
O usuário do site possui os seguintes direitos, conferidos pela Lei de Proteção de Dados Pessoais:
- confirmação da existência de tratamento;
- acesso aos dados;
- correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
- anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na lei;
- portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial;
- eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nos casos previstos em lei;
- informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
- informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
- revogação do consentimento.
É importante destacar que, nos termos da LGPD, não existe um direito de eliminação de dados tratados com fundamento em bases legais distintas do consentimento, a menos que os dados seja desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o previsto na lei.

5.1. Como o titular pode exercer seus direitos
Para garantir que o usuário que pretende exercer seus direitos é, de fato, o titular dos dados pessoais objeto da requisição, poderemos solicitar documentos ou outras informações que possam auxiliar em sua correta identificaçãoo, a fim de resguardar nossos direitos e os direitos de terceiros. Isto somente será feito, porém, se for absolutamente necessário, e o requerente receberá todas as informações relacionadas.

6. Medidas de segurança no tratamento de dados pessoais
Empregamos medidas técnicas e organizativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações de destruição, perda, extravio ou alteração desses dados.
As medidas que utilizamos levam em consideração a natureza dos dados, o contexto e a finalidade do tratamento, os riscos que uma eventual violação geraria para os direitos e liberdades do usuário, e os padrões atualmente empregados no mercado por empresas semelhantes à nossa.
Entre as medidas de segurança adotadas por nós, destacamos as seguintes:
Armazenamento em servidores e computadores criptografados
Ainda que adote tudo o que está ao seu alcance para evitar incidentes de segurança, é possível que ocorra algum problema motivado exclusivamente por um terceiro - como em caso de ataques de hackers ou crackers ou, ainda, em caso de culpa exclusiva do usuário, que ocorre, por exemplo, quando ele mesmo transfere seus dados a terceiro. Assim, embora sejamos, em geral, responsáveis pelos dados pessoais que tratamos, nos eximimos de responsabilidade caso ocorra uma situação excepcional como essas, sobre as quais não temos nenhum tipo de controle.
De qualquer forma, caso ocorra qualquer tipo de incidente de segurança que possa gerar risco ou dano relevante para qualquer de nossos usuários, comunicaremos os afetados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados acerca do ocorrido, em conformidade com o disposto na Lei Geral de Proteção de Dados.

7. Reclamação a uma autoridade de controle
Sem prejuízo de qualquer outra via de recurso administrativo ou judicial, os titulares de dados pessoais que se sentirem, de qualquer forma, lesados, podem apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

8. Alterações nesta política
A presente versão desta Política de Privacidade foi atualizada pela última vez em: 04/06/2025.
Nos reservamos o direito de modificar, a qualquer momento, as presentes normas, especialmente para adaptá-las às eventuais alterações feitas em nosso site, seja pela disponibilização de novas funcionalidades, seja pela supressão ou modificação daquelas já existentes.
Sempre que houver uma modifição, nossos usuários serão notificados acerca da mudança.

9. Como entrar em contato conosco
Para esclarecer quaisquer dúvidas sobre esta Política de Privacidade ou sobre os dados pessoais que tratamos, entre em contato com nosso Encarregado de Proteção de Dados Pessoais, por algum dos canais mencionados abaixo:
E-mail: lgpd@vandreinappo.adv.br
Telefone: (15) 3228-5272
Endereço postal: AV ENG CARLOS REINALDO MENDES, 3200 SL 902 e 904 ALEM PONTE / SOROCABA SP